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  • Marcela Argollo

Colaboração como diferenciação

A Era industrial trouxe consigo alguns marcos importantes no modo de agir das organizações e colaboradores.

Na década de 1920 emergiu a produção em massa, passando pela eficiência nos meados de 1950, foco na qualidade entre as décadas de 1970 e 90 e, a partir de 1990, o foco era a competitividade.

Com a quantidade de ofertas de empresas em detrimento de uma demanda não condizente, a principal característica dessa época era a busca pela sobrevivência em uma economia cada vez mais globalizada. Este cenário fez com que a concentração dos esforços do negócio fosse em um business específico e com mais chances competitivas, também acarretando em um clima organizacional com foco em excelência e resultados, gerando um ambiente predatório.

Já vimos que este ambiente é o berço para o nascimento da fadiga mental e física (o famoso burnout), e que se não pensarmos em como mudar essa forma de trabalho, acabaremos doentes e sem condições de performar para se alcançar o tão esperado resultado. Começamos a perder toda a nossa real essência de cuidado pois o foco é na objetividade e a frase mais usada é time is money.

Não vou discordar que tempo é valioso, afinal de contas, tempo é o recurso mais escasso que existe – já que não pode ser armazenado. Porém, o que precisamos é usá-lo da melhor maneira possível, sabendo o que realmente queremos e focando energia para aquilo em específico.

Estamos entrando na Era do capital humano ou do conhecimento, como você achar melhor nomear. Nesse período a sobrevivência se dará através do capital físico/humano da empresa, ou seja, das pessoas as quais trabalham nela!

Como já dizia o ditado, “sozinho vai-se mais rápido, porém, juntos se vai mais longe”, é o que estamos vendo acontecer! Saímos da Era da competitividade, com o rápido avanço de tecnologias e acesso à globalização e chegamos à Era na qual precisamos entender que apenas através das parcerias e boas relações que conseguiremos inovar e conseguir sobreviver neste mercado cada vez mais competitivo. É preciso mudar o mindset e aprender que a comunicação e a forma de tratar o outro são fundamentais! Com isso ressurge a colaboração como um diferencial – o entendimento de que em todas as relações é necessário uma parceria honesta e ética na qual as negociações têm um perfil ganha-ganha, o que é bom para ambos os lados, sem nenhum resquício de exploração.

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